Texto de Sala da Exposição

A exposição coletiva “Identidades: Âncoras de Passagem”, assente num conceito expositivo itinerante, aborda o conceito da identidade, ancorado no binómio da interpretação e da essência criativa dos espaços e das obras.

O Convento de São Francisco é um espaço que vê albergado obras suspensas em estruturas, sujeitas a múltiplas interpretações. O visitante é convidado a estabelecer relações através da observação perspéctica dos trabalhos expostos, potencializando o sentido da visão enquanto instrumento de descoberta, valorizando a produção de cada trabalho e criando diversas relações.

O percurso expositivo apresenta obras de cinco artistas: Manuel Figueira articula na tela as vivências singulares do quotidiano; José Maria Barreto remete-nos para a reminiscência de uma tradição pictórica russa mesclada com a evocação da história colonial; Alex da Silva recorre ao vigor fugaz de corpos que nos transportam para a realidade da essência material e teórica da contemporaneidade; Nelson Lobo contrapõe-se a uma linha predominante e abstracta de perfis ambíguos; Tchalé Figueira transporta-nos para um evento histórico que alterou as perspetivas do continente africano; a projeção video do Conceito Itinerante é o fio condutor que cria a ligação conceptual da investigação.

Podemos encarar a exposição como um texto literário, onde as obras exprimem-se como se fossem palavras distintas e soltas. As relações entre elas são adaptáveis consoante o contexto, estimulando, assim, variegadas emoções.

Marzia Bruno, Curadora

Vídeo de Apresentação

Cartaz

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Texto de Sala

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