Conceito Itinerante

O VI Encontro de Museus de Países e Comunidades de Língua Portuguesa realizado em Lisboa no Museu do Oriente (26 e 27 de Setembro de 2011) concluiu que os museus portugueses, desprovidos de incentivo, articulação institucional para a definição de políticas integradas e informação específica sistematizada sobre a atividade, geralmente têm pouca visibilidade internacional e que a língua portuguesa é um capital subaproveitado no âmbito do intercâmbio cultural e artístico no espaço lusófono.

Assim, objetiva-se o horizonte duma exposição itinerante: a interação da arte em espaços não através de uma itinerância material da arte mas através da itinerância de um conceito expositivo, criando uma identidade conceptual que tenha o condão de metamorfosear-se na diversidade da linguagem artística. Introduz-se uma componente singular, uma nova abordagem ao conceito do curador face à itinerância, fazendo viajar não as obras mas uma ideia que se adapta aos espaços, histórias e cidadãos, tendo em conta a conservação da integridade da arte, rentabilizando recursos, difusão, partilha e comunicação através da translação de um conceito.

Para assegurar que o estudo consiga adquirir um grau prático e científico assinalável, delinearam-se os seguintes objetivos gerais a serem atingidos:

  1. Compreender os fatores potenciadores e inibidores da itinerância, mobilidade internacional de exposições/arte contemporânea e articulação entre museus portugueses e espaços internacionais;
  2. Formular e materializar políticas específicas e estratégias para atingir tais propósitos e que assegurem a sua adequada implantação de forma que os fins e propósitos sejam atingidos.
    Assim, os objetivos específicos do projeto são os seguintes:

  3. Compreender a mobilidade internacional no domínio da museologia portuguesa;
  4. Compreender as estratégias proactivas de internacionalização e a descentralização dos recursos constitutivos da atividade;
  5. Compreender a articulação institucional para a definição de políticas integradas de internacionalização;
  6. Compreender as possibilidades de estreitamento da relação com os países lusófonos;
  7. Executar pesquisa empírica, na forma de três exposições itinerantes, onde tais casos de estudo intentam o estudo do fenómeno dentro do seu contexto real.