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Blog Identidades: Âncoras de Passagem

Vídeo de apresentação de Nelson Lobo, artista patenteado na exposição “Identidades: Âncoras de Passagem”

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Conceito Itinerante Identidades: Âncoras de Passagem

Exposição na Cidade Velha faz parte do vídeo promocional da Direcção Geral do Turismo de Cabo Verde

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Identidades: Âncoras de Passagem

Vídeo de apresentação de Alex da Silva, artista patenteado na exposição “Identidades: Âncoras de Passagem”

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Vídeo de apresentação de José Maria Barreto, artista patenteado na exposição “Identidades: Âncoras de Passagem”

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Vídeo de apresentação de Manuel Figueira, artista patenteado na exposição “Identidades: Âncoras de Passagem”

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Identidades: Âncoras de Passagem

Aos artistas, colaboradores, amigos e público em geral do projecto “Conceito Itinerante”.

Certamente, para que as memórias não fiquem no passado, mas revividas no presente, tomei a decisão de fazer uma reflexão pessoal ao percurso feito pelo projecto “Conceito Itinerante”. Tirando proveito de um distanciamento temporal de três meses em relação ao epílogo da etapa cabo-verdiana do projecto – Âncoras de Passagem –, pretende-se levar a cabo uma ponderação crítica sobre factos e atitudes que gravitaram à volta do evento, projectando o foco da análise na simbiose entre o “conteúdo” e a “forma”.

Tendo como ponto de partida a constatação de que a “forma” proveio dum prévio trabalho de campo (instalação, fotos, vídeos e entrevistas realizadas) e que o “conteúdo” resultou da análise científica, elaboração curatorial e implementação, importa reforçar um conceito elementar – um “evento” estruturado com conteúdo ao invés da mera aparência, não será esquecido e os conceitos desenvolvidos levarão ao conhecimento e desenvolvimento futuro. Naturalmente, para que isso aconteça, torna-se necessário que o homem/espectador (artista ou colaborador) o veja, o interiorize e o viva. É este actor que sente este fenómeno de envolvência, consegue sentir e apreciar a “forma”, juntamente com o “conteúdo”, percepcionando que são únicos no conjunto.

Indubitavelmente, a “forma” e o “conteúdo” encontraram-se na exposição “Identidades: Âncoras de Passagem”. A verdade artística coincidiu com a pura “forma”, a verdade dinâmica coincidiu com o puro “conteúdo” e as obras expostas apresentaram uma pluralidade de sentidos. Estes sentidos foram e são sempre verdadeiros porque pertencem ao homem/espectador (artista ou colaborador), por isso, a verdade do sentido pertence à individualidade do sujeito, e como tal, a verdade da arte é a verdade do sentido, o sentido das coisas. É o caracter fenomenológico da imagem, da obra, que nos embala nos sentidos. Questiona-se, a este propósito: Será que o homem/espectador (artista ou colaborador), sentiu, ouviu e lembra-se? Se não existisse sentido em fazer arte, o que veríamos? Cabe recordar a este respeito que a arte contemporânea parece-nos, às vezes, inacessível, porém questiona-nos sobre a estigmatização e a abordagem mais apropriada – se calhar um cliché, se calhar não – mas ainda é percepcionada como uma disciplina elitista, extravagante e excêntrica.

A verdadeira âncora de salvação é a compreensão e a distinção da verdadeira linguagem que constitui a arte do nosso tempo. Por isso, acredito que na fase de compreensão não é primário o estatuto artístico atribuído a uma obra mas sim a sensibilidade do ho-mem/espectador (artista ou colaborador) que fará emergir o valor estético da obra. Esta sensibilidade afina-se graças à educação e à formação cultural, no seu sentido mais amplo. Certamente, a compreensão artística surge no prato de uma pessoa não como fruto do acaso, mas sim de um comprometimento voluntário para com elementos que são indissociáveis como a sensibilidade, a percepção e o pensamento artístico, para que essa pessoa tenha o paladar adestrado por forma a saborear, enlambuzar e nutrir-se plenamente dos alimentos servidos nesse prato. Terá que encontrar na “forma” e no “conteúdo” o caracter biunívoco, num exercício, numa postura e numa atitude, que a meu ver, está por maturar. Há posturas e atitudes que revestem-se de especial importância e que obviamente não levam a lado nenhum: desculpabilizar-se, vitimizar-se, atribuir a culpa a terceiros, não cumprir com a palavra dada, a crítica pela crítica – ancorada no vazio alternativo, deixar-se estar e aguardar que algo aconteça ou que alguém faça, ou simplesmente negligenciar. Cair no erro crasso de tomar por acabada uma exposição após a sua inauguração, altura ideal para posar para a fotografia, é o pior desrespeito que se possa fazer à arte, especialmente quando empossados num cargo com responsabilidades inerentes ao evento. Sensatamente, uma questão do foro da consciência.

Não quero terminar sem agradecer a todos os que me ajudaram ao longo destes meses de trabalho: aos artistas, à Dr.ª Prof.ª Leonor Soares, aos patrocinadores, aos palestrantes da conferência, aos funcionários, aos amigos, à família e àqueles que estavam longe fisicamente mas perto nas palavras. Um agradecimento especial aos visitantes e às crianças que participaram nas actividades educativas e que deram criação artística e vida ao projecto. Deixo à apreciação o vídeo e os meus votos de cumprimentos, esperançosa de que algo amadureça com o tempo e que não apodreça a esperança. Brevemente os restantes vídeo e artigos sobre as obras serão publicados para que aqueles homens/espectadores (artistas ou colaboradores) os possam apreciar, degustar ou criticar. Estou convicta de que o trabalho realizado foi também enriquecido pelos contributos de todos.

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Reportagem da RTC sobre a vernissage da “Identidades: Âncoras de Passagem”

Assista à reportagem da Radiotelevisão de Cabo Verde sobre a inauguração da exposição coletiva “Identidades: Âncoras de Passagem”, com Manuel Figueira, José Maria Barreto, Alex da Silva, Nelson Lobo e Tchalé Figueira, realizado no dia 11 de Abril entre as 18:30 e as 19:30, no Convento de São Francisco (Cidade Velha). Uma parceria entre o Ministério da Cultura, Gabinete de Curadoria da Cidade Velha e o projeto “Conceito Itinerante”.

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Jornal “A Semana”: Artes plásticas no Convento de São Francisco

Obras de Manuel Figueira, José Maria Barreto, Alex da Silva, Nelson Lobo e Tchalé Figueira vão estar expostas a partir de 11 de Abril, numa mostra colectiva no Convento de São Francisco, Cidade Velha, concelho de Ribeira Grande de Santiago. É a exposição “Identidades: Âncoras de Passagem”, que acontece sob a curadoria de Marzia Bruno, italiana que realiza em Cabo Verde parte do seu projecto de investigação sobre a internacionalização da arte.

“Identidades: Âncoras de Passagem” estreou em Aveiro com artistas plásticos da região centro de Portugal. Está agora em Cabo Verde, onde junta artistas cabo-verdianos de diferentes gerações e estilos. Pintores que Marzia Bruno, investigadora no Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade no âmbito de um doutoramento em História da Arte Portuguesa (Universidade do Porto), descobriu em 2013, quando fez um levantamento da arte cabo-verdiana.

“Esta exposição colectiva pretende mostrar uma faceta da ´pura` pintura contemporânea cabo-verdiana. Os critérios fugiram do âmbito comercial ou artesanal e a quantidade de artistas não foi um alvo a alcançar mas sim, a qualidade artística, plástica e cromática das obras”, afirma a italiana. São sete pinturas, um conjunto de desenhos e um vídeo. A escolha do Convento de São Francisco não foi por acaso.

“As características do espaço numa exposição itinerante fazem com que o rumo da obra se torne peculiar, já que o espaço pode ser interventivo, através da incorporação do lugar na obra ou da interpenetração da obra no lugar”, contextualiza Marzia Bruno. E neste caso, “o valor preventivo da obra e o conjunto patrimonial do edificado são elementos predominantes”.

É uma exposição que serve de ponto de partida para um evento maior que celebra o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, no dia 18 de Abril. Marzia Bruno conduz entre os dias 14 e 25 uma série de visitas guiadas e actividades educativas destinadas a diferentes públicos. Entretanto, no dia 22, no auditório da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, acontece a conferência “Arte Contemporânea e o Património Artístico: Identidade e Património – Preservar, Divulgar e Inovar”.

A iniciativa conta com o apoio da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, da CEPESE e da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT, Portugal). Já o “necessário e indispensável trabalho logístico” é fruto de uma parceria entre o Ministério da Cultura, através da Direção Nacional das Artes e da Curadoria da Cidade Velha, e a Câmara Municipal da Ribeira Grande. O mecenato fica por conta da IMPAR Seguros.

Fonte: Jornal A Semana (Cabo Verde)